Assista Derrubando Muralhas, o novo single do Pregador Luo com toque de Reggae



Pregador Luo é um dos rappers que eu mais curto, até porque ele é um dos mais lendários em nosso país. Já cheguei a treinar Jiu-Jitsu ao som do álbum "Música de Guerra" ou a compartilhar "Jáposso Suportar" que ele gravou com o pessoal do Trazendo a Arca

Recentemente ele lançou o clipe do novo single "Derrubando Muralhas", um single que veio em uma hora propícia, em meio a várias discussões raciais pelo mundo, os ideais do empoderamento e a da identidade afro-brasileira preenchem o som e o visual do clipe - que é dirigido pelo fantástico Pedro Gomez, cineasta criado no rap, que dirigiu documentários e clipes dos maiores nomes do Hip Hop Nacional. 

Luo apareceu bem usando várias referências afro no visual, batas que lembram as estampas Kente e trança raiz, além de colares artesanais e até um que exibia a silhueta do continente africano. Em um dos trechos mais simbólicos, ele canta "minha ordem e progresso deixa que eu mesmo faço" enquanto as costas do personagem na tela exibe a palavra Zumbi tatuada. Não vou me prolongar aqui, porque o que vocês querem mesmo é dar o play, deixa nos comentários suas opiniões 😉





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Como a Shirt Kings unificou o Grafite e a moda com roupas que fizeram sucesso nos primórdios do Hip Hop



A gente sempre fala sobre o poder de customização das roupas que o Hip Hop impulsionou na cultura das ruas. Foi um momento propício para a criação e com certeza para o empreendedorismo, afinal algumas pessoas teria ideias que seria amplamente copiadas.

3 dessas pessoas fundaram na década de 80 a Shirts Kings em Nova york, uma alternativa às pessoas que procuravam as roupas caras que as outras grifes tradicionais ofereciam.  Edwin "Phade" Sacasa, Rafael "Kasheme" Avery, e Clyde "Nike" Harewood resolveram grafitar também camisetas, com as cores que estavam disponíveis nas latas que compravam.

Eles realmente estavam traduzindo a arte das ruas, os simbolos da comunidade em roupas, não só camisetas, mas calças e jaquetas de forma a compor peças totalmente exclusivas.




Sua loja no Queens se tornou o ponto quente visitado pelos maiores astros do Rap, não haviam garotos propagandas melhores.  Run-DMC, LL Cool J, Monie Love, Queen Latifah, MC Lyte, Eric B, Afro, Public Enemy, Roxanne Shante, EPmD, Super Lover C foram alguns dos nomes que ainda conta com Jay-z, 50 Cent e muitos ícones.

Em uma entrevista para o The Other Info Edwin Phade Sacasa fala da semente plantada por Dapper Dan e que levou ele com seus companheiros a customizarem as roupas. Estampas são, até hoje, elementos importantes da cultura Hip-Hop, mas obviamente não são feitas de maneira artesanal - o que pode ser uma pena.  Vejam abaixo mais fotos do lendário trabalho da Shirts King












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Estilistas que revolucionaram a industria da moda com as tendências das ruas



Os holofotes se voltam para a Europa quando falamos da indústria fashion, todos sabemos o quão são importantes as marcas mais tradicionais que passam de um século de vida e dispensam comentários por serem supracitadas.

O que não percebemos é que na década de 90 uma outra revolução ligada ao Hip Hop estava acontecendo nas ruas de Nova York ou Los Angeles. O emporedamento que a música, o grafite e a dança havia conquistado também estava tomando formas visuais nas roupas que eram exibidas com orgulho. Fiz um video no meu canal falando sobre essas influências presentes no seriado "The Get Down" e discutimos bastante sobre o lado artesanal do estilo rapper, agora quero trazer o nome de pessoas que elevaram tudo isso para um novo patamar, construindo as primeiras e mais poderoras grifes desse movimento.


Dapper Dan 


Tomo a liberdade de colocado ao lado da triade do Rap em relação ao que ele produziu pra comunidade negra do Harlem. O que Master Flash estava criando em suas pick-ups, Dapper Dan estava fazendo em sua alfaiataria. Assisti um documentário em que ele dizia "se você tem um tecido, ele pode ser o que quiser" e era o que ele fazia, pegava bolsas e roupas de marcas como  Louis Vuitton, Gucci e Fendi yardage e construiu todo um guarda roupas no que pode ser chamado "estilo cafetão". Sua fama se espalhou rápido e acabou vestindo nomes como LL Cool J, Big Daddy Kane, Salt 'n Pepa, Run DMC, Fat Boys e Public Enemy




E claro, foi acusado e preso uma vez em um processo dessas marcas que não gostaram nada de ver o que ele estava criando.  😫


Cross Colors by Carl Jones


Carl Jones é um estilista que vivia em Los Angeles, mas frequentemente visitava Nova York, ele estudou na fashion at Otis Parson's School of Design and Trade Technical College e estava observando que o movimento Hip Hop já era uma realidade bem fundamentada no final dos anos 80. Todos os jovens usavam calças 3 ou 4 números acima para fazer o estilo sagger e pensou: e se eu desenhar calças largas, mas ajustadas na cintura. 

Na época a Cross Colors atuava bastante nas causas sociais negras, sempre denunciando violência entre gangues e policiais. Seu slogan era "roupas sem preconceito". Foram ganhando adeptos facilmente, mas teve um empurrãozinho surpreendente. Num belo dia ligaram para o produtor de um show de TV e disseram, bem temos roupas que serão perfeitas para seu personagem. Era Will Smith, o Fresh Prince, que passou a usar Cross Colors e a marca ganhou o mundo. 



Karl kani


Direto do Broklin para se tornar uma das marcas mais apreciadas por 2Pac Shakur, Karl Kani já recebeu um post especial aqui no blog , é conhecido como o Grande chefão da moda Hip Hop e foi um dos pioneiros que investiram em roupas para o seu próprio povo.  Ele unificou a música e as roupas em uma só grife e foi a primeira marca a ter sua cadeia de lojas próprias.

Isso aconteceu bem após as várias recusas das grandes redes que associavam seu estilo de roupa com gangsters - hoje praticamente todas as lojas de departamentos tem uma área street só que desenhada por brancos em sua maioria. 



Tem alguns outros nomes que logo conto para vocês, aliás estou preparando um post só com as grifes afrobrasileiras e uma bela entrevista. 😊

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Back to Baile de Favela retrata a ascensão do funk paulista em dois episódios




Ninguém pode negar, o Funk é um fenômeno cultural extravagante, mas infelizmente ainda tem muito brasileiro que resiste em deixar seu preconceito de lado para ver a beleza do que está acontecendo com muitos jovens das favelas.

Com depoimentos dos MCs Bin Laden, 2k, Nego Blue e MC Tha, Fezinho Patatyy, Natinho, o diretor de clipes Kondzilla e o jornalista e produtor Renato Barreiros - que trabalhou nos primeiros festivais de funk em São Paulo



Novas oportunidades, valorização da sua cultura, suas próprias narrativas sendo assistidas por milhões de views no Youtube fizeram uma grande revolução. E ninguém segura mais, o Funk anda mais bonito do que nunca. Seu sucesso comercial foi retratado pelo Pedro Gomez (que tenho o prazer de ser fã e amigo)  em um projeto para a Redbull que vocês DEVEM assistir agora ;)

EP 01 - Back To Baile da Favela": "Sobe e Desce" - 
EP 02 - Back To Baile da Favela": "Rompendo Barreiras" 

Assista aqui no link
http://www.redbull.com/br/pt/music/stories/1331842826071/exclusivo-assista-back-to-baile-de-favela 


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Luke Cage, Funk, Soul e Muita Muito Mais!

Luke Cage é umas das séries que mais me chamou a atenção nesses últimos tempos, não só pela beleza dos seus cenários, fotografia, pelos ótimos atores e atuações, mas também pela sua qualidade sonora.

Durante os 13 episódios da sua primeira temporada, o Harlem's Paradise foi palco para grandes artistas da Black Music Norte-Americana, e o mais interessante é que cada música tocada, cada artista que se apresentava no palco do Paradise, completa o sentido da cena e ajuda a definir o ton de cada episódio com sua música, o que torna Luke Cage ainda mais interessante.

 Se você já assistiu a série e quer saber um pouco dessa galera, ou se você ainda não assistiu mas que saber se vale a pena, aumente o som, afaste a cadeira do hack e se prepare pra balançar os esqueletos ao som da trilha sonora de Marvel's Luke Cage!

 Charles Bradley - "Ain't In a Sin"

  
Cantor estadounidense de funk, soul e R&B nascido em 1948 em Gainesville, Flórida.
Suas performances e estilo de gravação consistem com os padrões revival da gravadora com a qual trabalha, a Daptone Records, celebrando o sentimento da música funk e soul das décadas de 60 e 70.[2] Bradley demonstra claramente as influências de James Brown e Otis Redding, tendo inclusive sido dito que ele ecoa a rendição evocativa de Otis Redding.

 Jidenna - long live the chief

Cantor e produtor americano, nascido em 1985

Method Man - Bulletproof love  



Method Man, nome artístico de Clifford Smith, (Long Island, Nova York, 2 de Março de 1971) é um rapper, ator e produtor musical americano. Method é membro do grupo Wu-Tang Clan e apareceu em filmes e séries como CSI, How High, The Wire, Garden State, Soul Plane e Luke Cage e em jogos como Def Jam: Fight for NY, entre outros.

 Sharon Jones - 100 Days, 100 Nights

 

 Sharon Jones (4 de maio de 1956 - 18 de novembro de 2016) foi uma cantora estadunidense de soul e funk e vocalista da banda Sharon Jones & The Dap-Kings. Em 2014, Jones foi indicada pela primeira vez ao prêmio Grammy, categoria Best R&B Album, por Give the People What They Want. Morreu em 18 de novembro de 2016, aos 60 anos, devido a um câncer pancreático.

Esses foram apenas alguns dos que passaram e com certeza vão passar pela série, pois a Netflix já anunciou a sua segunda temporada!

Espero que tenham gostado! Comentem, compartilhem e até a próxima!

Adriano Oliveira  - Publicitário, amante de um bom vinho e de uma boa série!
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C&A lança campanha de Verão com a cara do Brasil



O Brasil tem duas caras, a que ele gosta de exibir na TV e a que ele exibe nas ruas. A das ruas é em sua maioria negra e vezes em quando consegue espaço para ocupar a mídia de massa. Graças a Internet isso tem mudado, porque se as marcas não falam dos negros, nós falamos de nós mesmos e a voz vai aumentando até que essas mesmas marcas não possam mais ignorar.

Dessa vez a C&A trouxe uma campanha linda, até agora com dois vídeos simbolizando a verdadeira representatividade do nosso povo. Um com a Juliana Helena na Bahia e outro com André Damião no Rio de Janeiro




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Estampa africana para o verão

Quem acompanha o blo já sabe que estampas tem um valor muito simbólico para o povo africano, em algumas culturas elas representam aforismos e mensagens dos povos Akan. Algumas combinações monocromáticas podem ficar lindas, por exemplo essa combinação de tons de amarelo e laranja, que fica muito charmoso na pele escura - uma das contradições com pessoas de pele muito clara que desaparecem se usarem esse padrão.



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